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Lideranças empresariais
O Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 235/95, que está em tramitação no Congresso Federal, prevê a redução de 44 para 40 horas da jornada de trabalho no país sem perda salarial e aumenta de 50% a 75% o adicional a ser pago pelas horas extras. Sob o argumento de que esta redução ‘criaria mais empregos’, os autores da proposta ignoram a realidade de mercado das empresas, que já pagam uma das mais pesadas cargas tributárias do mundo.
A Federação das CDLs de Santa Catarina (FCDL) mobilizou lojistas e levou à Brasília, no dia 25 de agosto, para sensibilizar os parlamentares das dificuldades que o comércio irá enfrentar caso a lei seja aprovada.
Abaixo, alguns depoimentos de líderes empresariais sobre a proposta:
Sergio Medeiros, presidente FCDL/SC
“Reduzir a jornada é aumentar custo, colocar as empresas em risco financeiro e estimular o desemprego. Os defensores da proposta alegam que isso abriria 2,25 milhões postos de trabalho, mas esse resultado desconsidera a realidade das empresas e da economia. A livre negociação é o caminho para a preservação das necessidades dos trabalhadores e das empresas.
Osmar Silveira, presidente da CDL de Florianópolis
“Esta medida prejudicará o comércio, em especial os micro e pequenos empresários, que não terão condições de absorver ou repassar a elevação dos custos. A opção mais eficiente para gerar empregos não é reduzir a jornada de trabalho, mas a carga tributária, para melhorar o ambiente de negócios no país”. |