Parque e Marina na Beira-Mar Norte de Florianópolis resgatará vocação náutica

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Projeto dos escritórios de arquitetura ARK7 e JA8 oferece novo espaço público

 

            Está em avaliação dos vereadores de Florianópolis o projeto de lei que permite a cessão de espaço para a construção de um parque urbano e marina na Avenida Beira-Mar Norte, cartão-postal da cidade. Quando aprovada, possibilitará que a Prefeitura lance edital de licitação pública para que a área se torne um espaço público que transformará a cidade: projetado pelas equipes dos escritórios de arquitetura ARK7 e JA8, o Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte representará uma nova e ampla opção de convivência, lazer, geração de negócios e oportunidades de trabalho, além de resgatar a vocação náutica e proporcionar o uso do mar para diversas finalidades.

            São 320 mil metros quadrados na Baía Norte e paralelos à Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos (popularmente chamada de Beira-mar Norte), sendo 850 metros paralelos à avenida e cerca de 400 metros mar adentro, divididos em quatro grandes áreas: Praça da Água, Praça Central, Praça do Mar e uma marina com vagas públicas e privadas.

“É um projeto conectado com a cidade e a análise que o fundamentou envolveu outras áreas de lazer e espaços públicos de Florianópolis”, explica o arquiteto Giovani Bonetti, sócio da ARK7, junto com os também arquitetos Marcos Jobim e Silvana Calevaro. “O parque vai irradiar soluções para toda a orla da Baía Norte e seu entorno”, acrescenta Jobim.

“A cidade ressente-se de espaços públicos, em especial de áreas interativas com o mar”, observa Silvana Calevaro. Para Juliana Castro, da JA8, o parque é acessível, diversificado e abrangente – o que proporcionará o uso da população em larga escala.

O Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte é uma iniciativa da Prefeitura de Florianópolis, que promoveu concurso para selecionar o projeto do futuro espaço. A equipe liderada pela ARK7 e JA8 venceu nos quesitos ‘Estudo preliminar arquitetônico e urbanístico’ e ‘Viabilidade econômica e financeira’.

A implantação envolve novo projeto de licitação pública, no qual os vencedores terão direito a explorar a área por 30 anos – e a expectativa da Prefeitura é de realizá-la ainda em 2016. O local de implantação, seus equipamentos e outras demandas foram definidos em edital da Prefeitura de Florianópolis – e a elaboração do projeto escolhido envolveu uma equipe multidisciplinar de quase 50 profissionais e quatro meses de trabalho intensivo.

 

As quatro grandes áreas

 

Na marina, três quebra-mares assegurarão o mar calmo em seu interior, com todos os píeres ‘flutuantes’ (sustentáveis). Ao todo serão 660 vagas, sendo 600 para uso privado e outras 60 públicas. Um píer central para carga/descarga e/ou embarque e desembarque e um posto de combustíveis completam a área.

            A Praça da Água terá um trapiche para a saída e chegada de escunas de turismo, traslado de turistas náuticos e para transporte marítimo, tendo área de espera com cobertura – além de rampa de acesso público e vagas cativas para embarcações dos Bombeiros, Ibama e Capitania dos Portos, entre outros. O mais importante, entretanto, será o grande espelho d’água, que possibilitará o lazer com pedalinhos, stand up paddle ou caiaque, protegido por um braço de quebra-mar e com a água naturalmente renovada.

            Na Praça Central, elevada em relação à pista de trânsito, estará concentrada a maioria dos equipamentos esportivos e de lazer e o edifício da Marina, com lojas de produtos e serviços náuticos, conveniências, quiosques de café e lanches, além de restaurante panorâmico. No subsolo ficará o estacionamento para 500 veículos e a área de serviços – banheiros e vestiários para marinheiros e contêineres para uso das lojas.  Ainda consta no projeto vagas de estacionamento para ônibus de turismo e central de resíduos limpos.

Já a Praça do Mar (um ‘braço’ de terra, resultante do quebra-mar) será um espaço amplo e aberto, apropriado para regatas e eventos náuticos comerciais. O enrocamento [maciço de pedras destinado a proteger aterros ou estruturas dos efeitos da erosão] ampliará a praia existente.

“A posição de todos os equipamentos e até da vegetação obedeceu a um estudo de incidência de ventos e de insolação. A proposta é oferecer o máximo de conforto”, resume Bonetti. Em paralelo, há uma forte ênfase em sustentabilidade: todos os tetos disporão de sensores de captação fotovoltaicas ou cobertura verde.

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