Volta às aulas: comércio registra queda nas vendas em SC

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Pesquisa foi realizada em conjunto pela Fecomércio SC e FCDL/SC.
 
A compra de material escolar para a volta às aulas movimentou o comércio catarinense entre janeiro e as primeiras semanas de fevereiro, mas, como reflexo da desaceleração da renda, alta inflação e deterioração do emprego, o tíquete médio estadual (valor gasto por compra) neste ano foi R$ 103,41, representando um recuo de 3,3% em comparação ao ano anterior, de acordo com pesquisa de resultado de vendas realizadas pela Fecomércio SC e FCDL/SC.
 
 
A queda de 9,7% no faturamento do comércio, em relação a 2015, preocupa e demonstra a deterioração da situação econômica brasileira. “Os rendimentos familiares apresentam os menores resultados desde 2009, enfrentamos juros elevados, além do cenário de baixa criação de vagas e fortes pressões inflacionárias. Assim, os pais e responsáveis estão mais comedidos na hora de realizar as compras, especialmente por que precisam adquirir o material do ano inteiro de uma só vez e isso precisa caber no orçamento”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.
 
“Muitas famílias negociaram com as escolas, desde o valor das mensalidades até a lista dos materiais a adquirir”, completa Ivan Tauffer, presidente da Federação das CDLs de SC, “o que repercutiu no comércio”. Para o dirigente lojista, o ambiente de competição por preços mais acessíveis foi favorável aos consumidores. “Para não perder clientes os lojistas comprometeram suas margens de lucro até o limite do possível”, justifica Tauffer.
 
Parte expressiva das compras (71,4%) foi paga à vista, em dinheiro (33,6%), cartão de crédito (23,4%) ou débito (14,4%), seguido pelo pagamento parcelado no cartão de crédito (21,6%). Pelo menos a metade dos consumidores (50,4%) compraram apenas os itens que não puderam reutilizar do ano anterior, resultado que também explica a queda do faturamento. A lista completa de material escolar foi adquirida por 25,5%.
 
A pesquisa de preço não foi tão expressiva como nas outras datas comemorativas: 46,6% dos estabelecimentos perceberam frequência mais baixa, 31,7% alta e 21,7% razoável. O índice de consumidores que adotam esta estratégia pode variar por conta da comparação de preços na internet e a tendência de autoatendimento nas lojas.
 
O levantamento foi feito com empresários de livrarias e papelarias, lojas de departamento e supermercados em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville e Lages.
 
Olhar do consumidor
 
O relatório de Avaliação dos Consumidores, que detalha a experiência de compras vivenciada na data, destaca que 94,4% dos pais e responsáveis encontraram com facilidade os itens procurados, apontando que o comércio manteve seus estoques abastecidos e com diversidade de produtos. A maioria (70,2%) também afirmou que dos produtos solicitados na lista de material escolar eram necessários, embora 25,2% questionaram o pedido de produtos como bola de tênis, panelas e excesso de folhas de papel.
 
 

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